Follow by Email

sexta-feira, 16 de março de 2012

"Você é orgulhoso" - "não sou." - "pede desculpa então." - "NEM FUDENDO, EU TO CERTA."
                                      Cute_large
          Eu sou forte, mas tenho lá minhas recaídas. As vezes choro, choro muito, choro rios, mas passa. Caio, desabo e me acabo, mas passa. Vez ou outra penso que é o fim do mundo, fim da vida, fim do poço, mas passa. Talvez demore dias, meses e anos, mas vai passar. A sensação é de ser uma dor infinita, que nunca cura, nunca vira cicatriz, mas quer saber de uma coisa? P-A-S-S-A. Saiba que quando passar, vou me lembrar do quanto fui forte pra superar tudo isso, e já nem vai doer mais. Portanto volto a repetir; “Eu sou forte sim, mas não o tempo todo.”

quarta-feira, 7 de março de 2012

Neste exato segundo em que o planeta terra passeia pelo sistema solar, há uma infinidade de vidas que se iniciam e outra infinidade que chega ao fim. É natural. Talvez chegue um dia em que morrer será a exceção e o mundo atingirá sua lotação. Para isso existe a ciência, a medicina: evitar que a vida chegue ao fim. Viver alcança seu valor máximo. Tanta gente aprendendo a sorrir com conquistas, mas a maioria ensaiando o futuro. Não é o que eu quero. Quero mesmo é o presente. Cansei de me preparar para um dia que pode não chegar. Existe vida no agora? Se houver, eu vou encontrar.

Eu tenho essa urgência de viver, essa pressa de qualquer coisa que ultrapasse a inércia. É isso que me faz jogar dados ao acaso e me atirar de carros em movimento, é por isso que ando longe de viadutos. Meu suicídio diário não é uma forma de morrer. É uma tentativa desesperada de encontrar essa vida, testar minha capacidade de quase ir e voltar, descobrir se eu mereço estar aqui e se existe mesmo um deus. Afinal, ele concorda ou não com a minha maneira de encarar as coisas? Por que não me castiga por ser tão estupidamente desapegada? É minha necessidade de viver que me mata.

            
A gente vai aprendendo a viver assim, na marra, no grito, no sufoco, no impulso. Eu quis mudar o mundo, quis ser brilhante, quis ser reconhecida. Hoje eu quero bem pouco e prefiro me concentrar no agora do que planejar um futuro incerto. Eu me libertei da culpa e dei de cara com algo novo: não me encaixo, e aceito. Não é justo perder as asas no momento em que se descobre tê-las. É preciso poder voar, é preciso ter uma visão estratégica das janelas. Ver o sol e não poder tê-lo é absurdo. Então eu deixo algumas coisas passarem incompletas porque tenho consciência de que certas palavras ainda não têm tradução. Por mais que eu grite, vai ter quem não entenda, não aceite. O que eu não aceito é ter nascido num mundo tão grande e conhecer só uma pequena parte. Vou voar. Quem conseguir compreender, que me acompanhe.